

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, se manifestou sobre as gravações que teriam sido feitas por ordem dele e de seu irmão, Marcus Brandão, envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e o desembargador federal Ney de Barros Bello Filho.
Em nota, o governador negou qualquer participação nas gravações e afirmou que os diálogos vieram a público por iniciativa dos próprios envolvidos. “Eu não gravei, meu governo não gravou. Eles se fizeram gravar. Agora temem os efeitos dessa exposição vexatória a que se submeteram, expondo nomes de outros níveis de poder”, declarou.
Brandão afirmou ainda que o episódio reflete uma tentativa de manter o controle político sobre o Maranhão após o fim do governo anterior.
Segundo ele, o grupo ligado a Dino teria feito “chantagens e barganhas nada republicanas”, citando uma suposta oferta levada pelo deputado Rubens Júnior para que ele apoiasse a candidatura de Márcio Jerry em Colinas, em troca da liberação de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Sou parceiro do presidente Lula sob qualquer circunstância, mas aqui no Maranhão plantou-se uma divisão”, disse o governador.
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